Laudos técnicos · Teste hidrostático

Teste hidrostático em Macaé e todo o Rio de Janeiro

Teste de pressão com registro contínuo e relatório rastreável, em vasos, caldeiras e tubulações. Com a pressão calculada pelo código de projeto do equipamento — não por um multiplicador copiado da internet.

NR-13 13.3.2 · PH ASME VIII · I · B31.3 Carta gráfica rastreável ART registrada no CREA
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O teste hidrostático é um dos serviços mais vendidos com informação errada no Brasil. Circula que a NR-13 obriga teste periódico, que a pressão é sempre uma vez e meia a PMTA, e que cilindro de GNV se requalifica a cada três anos. Nenhuma das três afirmações é verdadeira.

Esta página explica o que a norma realmente diz, de onde vem cada número, e o que a Mecfield entrega além do mínimo legal — porque em auditoria de cliente o que sustenta o relatório não é o mínimo legal.

A NR-13 exige teste hidrostático periódico?

Não. E essa é a resposta que mais surpreende quem recebe uma proposta de "teste hidrostático obrigatório a cada cinco anos".

A expressão "Teste Hidrostático" aparece em pouquíssimos pontos da NR-13. Para caldeiras, nos itens 13.4.4.3 e 13.4.4.3.1; para vasos de pressão, nos itens 13.5.4.3 e 13.5.4.3.1; e no glossário do item 13.8. O que esses itens exigem é o teste na fase de fabricação, com laudo assinado por Profissional Habilitado e o valor da pressão de teste afixado na placa de identificação.

SituaçãoA NR-13 exige TH?
FabricaçãoSim, obrigatório, com laudo de PH e a pressão de teste na placa
Inspeção inicialSomente se faltar a comprovação documental do teste de fabricação, e o equipamento tiver sido fabricado ou importado a partir de 28/04/2014
Equipamento anterior a 28/04/2014 sem comprovaçãoFica a critério do Profissional Habilitado; se necessário, até a próxima inspeção periódica interna
Inspeção periódicaNão há exigência de teste hidrostático periódico na NR-13
Após reparo ou alteraçãoNão diretamente. A exigência vem por remissão: o item 13.3.3 manda respeitar o código de projeto e o código pós-construção, e é esse código que pode exigir o teste
Tubulações — seção 13.6A seção não menciona teste hidrostático
Tanques de armazenamento — seção 13.7A seção não menciona teste hidrostático

Isso não significa que o teste seja dispensável. Significa que a obrigação vem do código de projeto, do código pós-construção e do contrato — e que quem justifica o serviço citando "exigência da NR-13" está construindo o argumento em cima de algo que a norma não diz.

Por que isso importa para você

Se um fornecedor te vende teste hidrostático periódico como obrigação da NR-13, ele está errado sobre a norma — e vale perguntar sobre o que mais ele está errado. O teste pode fazer todo sentido no seu caso: depois de um reparo estrutural, quando o prontuário não comprova o teste de fabricação, ou porque o cliente final exige. São razões legítimas, e diferentes de uma obrigação inventada.

Qual é a pressão de teste

A NR-13 não define pressão de teste. Não há fórmula nem multiplicador em nenhum item dela. O glossário 13.8 define o teste hidrostático como executado "de acordo com o código de projeto", e é só isso.

Quem define é o código sob o qual o equipamento foi projetado — e os multiplicadores são diferentes entre si:

CódigoParágrafoPressão de teste hidrostático
ASME Seção VIII Divisão 1
vasos de pressão
UG-991,3 × PMTA, corrigido pela menor razão entre a tensão admissível na temperatura de teste e na temperatura de projeto
ASME Seção I
caldeiras
PG-991,5 × PMTA, sem exceder 90% do limite de escoamento
ASME B31.3
tubulação de processo
345.4.21,5 × pressão de projeto, corrigido pela razão entre as tensões admissíveis nas temperaturas de teste e de projeto
ASME B31.1
tubulação de potência
137.4.51,5 × pressão de projeto, limitado pela máxima pressão admissível dos componentes e por 90% do escoamento
O erro mais comum do mercado brasileiro

Vaso ASME Seção VIII Divisão 1 não é mais testado a 1,5 × PMTA. O fator foi reduzido para 1,3, com correção pela razão de tensões admissíveis, nas adendas de 1999. Muito material técnico brasileiro em circulação ainda repete 1,5.

A diferença não é acadêmica: testar a 1,5 um vaso projetado para 1,3 significa impor ao equipamento uma solicitação acima do previsto pelo código, com risco de deformação permanente. O procedimento correto começa por identificar o código e a edição sob os quais aquele vaso foi projetado.

O que a NR-13 não exige — e que entregamos assim mesmo

Vale ser direto: a NR-13 não menciona manômetro, carta gráfica, registro contínuo de pressão, rastreabilidade metrológica, ART, CREA ou CONFEA em nenhum item. O que ela exige em matéria de instrumento é genérico — os itens 13.4.3.2 e 13.5.3.2 determinam que instrumentos e controles sejam "mantidos calibrados e em boas condições operacionais".

Então por que insistimos em registro contínuo e certificado rastreável? Porque é isso que faz o documento sobreviver a uma auditoria:

  • Carta gráfica ou registro contínuo de pressão. Um valor de pico anotado à mão prova que alguém escreveu um número. A curva prova a rampa de pressurização, o patamar, a estabilidade e a despressurização controlada — e mostra qualquer queda de pressão durante o patamar.
  • Manômetro com faixa adequada. O ASME Seção VIII Divisão 1 orienta faixa da ordem do dobro da pressão de teste, nunca menor que uma vez e meia nem maior que quatro vezes. Manômetro de faixa larga demais não tem resolução para o que está sendo medido.
  • Rastreabilidade metrológica. Certificado de calibração vigente, com cadeia rastreável, para cada instrumento usado. É exigência de sistema da qualidade e de contrato, não da NR-13 — e é a primeira coisa que um auditor de cliente pede.
  • ART. A obrigatoriedade não vem da NR-13, vem da Lei nº 6.496/1977, que sujeita todo contrato de serviço de engenharia à Anotação de Responsabilidade Técnica.

Dizemos com todas as letras que isso é boa prática e exigência contratual, não obrigação legal. Vender rastreabilidade como diferencial é legítimo; vender como exigência da norma não é.

A água do teste

Parte do serviço que quase nunca aparece em proposta, e que decide se o teste vai danificar o equipamento que deveria aprovar.

Cloretos em aço inoxidável austenítico. O critério amplamente adotado é abaixo de 50 ppm, e ele não vem de norma brasileira nem da NR-13: vem dos códigos de inspeção pós-construção — API 510 para vasos, API 570 para tubulação — e do ASME PCC-2. Aço inoxidável austenítico exposto a cloretos sofre corrosão sob tensão, e o dano não aparece no dia do teste.

O requisito real, na prática, é um par: baixo teor de cloretos somado a drenagem e secagem imediatas. Deixar o equipamento cheio "só até semana que vem" é onde o problema nasce. Para exposição prolongada, o PCC-2 trata de inibidor e de faixa de pH.

Temperatura. O risco aqui é fratura frágil: aço abaixo de certa temperatura perde tenacidade e pode romper de forma súbita, sem deformação prévia. O ASME Seção VIII Divisão 1 orienta manter a temperatura do metal durante o teste acima da temperatura mínima de projeto do metal com uma margem. Muitos projetos adotam um piso próprio, e essa é uma decisão de engenharia que deve estar no procedimento — não uma improvisação de campo em manhã fria.

Tempo de manutenção da pressão

CódigoTempo mínimo no patamar
NR-13Não estabelece tempo algum
ASME Seção VIII Divisão 1Sem tempo mínimo prescrito — o critério é tempo suficiente para completar o exame visual
ASME B31.310 minutos, ou o tempo necessário para completar o exame de vazamento
ASME B31.110 minutos

Especificações de cliente frequentemente estendem para trinta minutos ou uma hora. Isso é requisito contratual, e é perfeitamente razoável — só não é código. Quando o contrato pede uma hora, o procedimento registra uma hora e a carta gráfica comprova.

Teste pneumático: quando entra e por que dá medo

O teste pneumático usa gás em vez de água, e o ASME Seção VIII Divisão 1, no parágrafo UG-100, o admite em duas situações: equipamentos que por projeto ou sustentação não podem ser seguramente cheios de água, e equipamentos que não podem ser secados e cujo serviço não tolera traços do fluido de teste.

A pressão também é diferente: 1,1 × PMTA corrigido pela razão de tensões, contra 1,3 do hidrostático. E a temperatura, que no hidrostático é orientação, no pneumático é requisito — o metal deve estar com margem acima da temperatura mínima de projeto durante o teste.

A razão de tudo isso é física, não burocracia. Água é praticamente incompressível; gás não é. Numa ruptura sob água, a pressão cai quase instantaneamente e a energia liberada é ordens de grandeza menor. Sob gás, toda a energia armazenada é liberada de uma vez.

O ASME PCC-2 trata disso de forma quantitativa, com cálculo da energia armazenada, conversão em equivalente de TNT e distâncias seguras — a referência prescreve 30 m até um certo patamar de energia, 60 m em faixa superior, e acima disso exige segmentar o sistema, usar barricadas ou fazer cálculo alternativo.

No Brasil não existe norma que fixe área de exclusão numérica para teste de pressão. A base legal é o item 13.3.5 da NR-13, que obriga o empregador a garantir que exames e testes sejam executados em condições de segurança para os executantes e demais trabalhadores. Genérico — e por isso o critério numérico precisa vir do procedimento, com memória de cálculo.

Ar aprisionado transforma um teste hidrostático em pneumático

É o risco mais subestimado do serviço. Se sobrar ar no ponto alto, aquele volume comprimido guarda energia como um teste pneumático em miniatura. Por isso o enchimento é feito pelo ponto mais baixo, com os respiros dos pontos altos abertos até a água sair livremente, antes de qualquer pressurização.

É um procedimento simples, e é exatamente o que se pula quando o teste está atrasado.

Cilindros e extintores são outro regime

Teste hidrostático de vaso estacionário sob NR-13 e requalificação de cilindro transportável são coisas juridicamente distintas. Cilindros e extintores são regulados pelo Inmetro, por regulamentos técnicos da qualidade, e quem executa é empresa acreditada ou registrada no Inmetro. O documento é atestado de requalificação, não relatório de inspeção assinado por PH.

EquipamentoRegimePeriodicidade
Vaso de pressão estacionárioNR-13, sob responsabilidade de Profissional HabilitadoSem teste hidrostático periódico exigido
Cilindro de GNVInmetro, Portaria nº 133/2022A cada 5 anos — o primeiro prazo conta da fabricação, os seguintes da última requalificação
Extintor de incêndioInmetro, Portaria nº 005/2011Ensaio hidrostático em intervalo máximo de 5 anos

Circula muito na internet que cilindro de GNV se requalifica a cada três anos. A fonte oficial do Inmetro diz cinco. Para extintores, o regulamento chega a fixar a pressão de ensaio conforme a norma do recipiente e o tempo mínimo de um minuto sob pressão — nível de detalhe que a NR-13 não tem para vasos estacionários.

A Mecfield atua no regime da NR-13. Não fazemos requalificação de cilindro transportável nem ensaio hidrostático de extintor — isso é para empresa acreditada no Inmetro, e é assim que deve ser.

Como funciona na prática

Identificação do equipamento e do códigoPlaca de identificação, prontuário, PMTA, material, código de projeto e edição. Sem isso não há como calcular a pressão de teste — e é aqui que a maioria dos serviços improvisa.

Cálculo da pressão e procedimento escritoPressão de teste com memória de cálculo pelo multiplicador do código aplicável, definição do fluido, qualidade da água quando houver inox, temperatura mínima, rampa de pressurização, tempo de patamar, critérios de aceitação e de parada.

Preparação e enchimentoIsolamento do trecho, instalação dos instrumentos calibrados, enchimento pelo ponto baixo com respiros abertos até purga completa do ar, e delimitação da área durante o ensaio.

Pressurização e patamarSubida em degraus, com registro contínuo. Exame visual conduzido na pressão reduzida, como o código determina, e não no pico.

Despressurização, drenagem e secagemAlívio controlado, drenagem imediata e secagem — especialmente em aço inoxidável, onde deixar a água parada é o que causa dano.

Relatório com carta gráfica e ARTDocumento com memória de cálculo, curva de pressão, identificação e certificados dos instrumentos, resultado e parecer conclusivo, assinado por Profissional Habilitado com registro profissional identificado.

O que o relatório precisa conter

Quando o teste é parte de uma inspeção de segurança, o conteúdo do relatório é taxativo. Para vasos de pressão, o item 13.5.4.14 da NR-13 lista: identificação do vaso, categoria, fluidos de serviço, tipo do vaso, tipo de inspeção executada, datas de início e término, descrição das inspeções, exames e testes executados, registro fotográfico das anomalias do exame interno, resultado das inspeções e intervenções, recomendações e providências, parecer conclusivo quanto à integridade até a próxima inspeção, data prevista para a próxima inspeção e, na alínea "m", nome legível, assinatura e número do registro profissional do PH e dos técnicos participantes.

Acrescentamos, por boa prática e porque contrato de offshore e petroquímica pede: código de projeto identificado, PMTA e pressão de teste com memória de cálculo e o multiplicador aplicado, qualidade da água quando há inox, temperaturas, procedimento de purga, rampa e tempo de patamar, carta gráfica, faixa e certificado de calibração de cada instrumento, croqui do arranjo de teste, e o registro de despressurização, drenagem e secagem.

Quando faz sentido alugar a unidade

Se a sua equipe executa o teste e o que falta é o equipamento, a Mecfield também aluga a unidade de teste hidrostático com registrador em maleta com carta gráfica, manômetros e torquímetro, todos com certificado de calibração vigente incluso. É o mesmo instrumental que usamos no serviço.

A escolha entre alugar e contratar costuma ser simples: se você tem Profissional Habilitado e procedimento próprio, aluga. Se o que você precisa é do documento assinado e defensável, contrata o serviço.

O que fazemos e o que não fazemos

  • Fazemos: teste hidrostático em vasos de pressão, caldeiras e tubulações, isolado ou como parte da inspeção NR-13; cálculo da pressão de teste pelo código de projeto com memória; procedimento escrito com critérios de aceitação e de parada; registro contínuo com carta gráfica e instrumentos rastreáveis; relatório com ART; e locação da unidade de teste com calibração vigente.
  • Não fazemos: não projetamos nem fabricamos vasos de pressão e caldeiras; não fazemos requalificação de cilindro transportável nem ensaio hidrostático de extintor, que são regime do Inmetro.

Perguntas frequentes sobre teste hidrostático

A NR-13 exige teste hidrostático periódico?

Não. A NR-13 exige o teste hidrostático na fase de fabricação, com laudo assinado por Profissional Habilitado e a pressão de teste afixada na placa de identificação, conforme os itens 13.4.4.3 para caldeiras e 13.5.4.3 para vasos de pressão. Na inspeção inicial, o teste só é exigido quando falta comprovação documental do teste de fabricação e o equipamento foi fabricado ou importado a partir de 28 de abril de 2014. Para equipamento anterior a essa data sem comprovação, a execução fica a critério do Profissional Habilitado. Não existe exigência de teste hidrostático periódico na NR-13.

Qual é a pressão do teste hidrostático?

Depende do código de projeto do equipamento, e a NR-13 não define esse valor — o glossário do item 13.8 diz que o teste é executado "de acordo com o código de projeto". Para vaso sob ASME Seção VIII Divisão 1, o parágrafo UG-99 estabelece 1,3 vez a PMTA, corrigido pela menor razão entre a tensão admissível na temperatura de teste e na de projeto. Para caldeira sob ASME Seção I, o PG-99 estabelece 1,5 vez a PMTA sem exceder 90% do escoamento. Para tubulação de processo sob ASME B31.3, o parágrafo 345.4.2 estabelece 1,5 vez a pressão de projeto corrigido pela razão de tensões.

O fator do vaso ASME VIII não é 1,5?

Não é mais. O fator do ASME Seção VIII Divisão 1 foi reduzido de 1,5 para 1,3, com correção pela razão de tensões admissíveis, nas adendas de 1999. Muito material técnico brasileiro em circulação ainda repete 1,5, e isso importa: testar a 1,5 um vaso projetado sob o critério de 1,3 impõe ao equipamento solicitação acima do previsto, com risco de deformação permanente.

Preciso de teste hidrostático depois de um reparo?

Possivelmente, mas a exigência não vem diretamente da NR-13. O item 13.3.3 determina que todo reparo ou alteração respeite os códigos de projeto e pós-construção e as prescrições do fabricante. Se o código aplicável ao seu equipamento exigir teste de pressão após aquele tipo de reparo, a obrigação existe por essa remissão. A resposta correta depende do reparo e do código, e é isso que avaliamos antes de propor o serviço.

Tubulação e tanque precisam de teste hidrostático pela NR-13?

As seções 13.6, de tubulações, e 13.7, de tanques metálicos de armazenamento, não mencionam teste hidrostático. Elas exigem programa e plano de inspeção, inspeção inicial, periódica e extraordinária, documentação e relatório. Se houver teste de pressão em tubulação, ele decorre do código de projeto — ASME B31.3 ou B31.1 — e da remissão do item 13.3.3, não de exigência direta da NR-13.

Quanto tempo o equipamento fica sob pressão?

A NR-13 não estabelece tempo. O ASME Seção VIII Divisão 1 não prescreve tempo mínimo — o critério é tempo suficiente para completar o exame visual. O ASME B31.3 e o B31.1 estabelecem no mínimo 10 minutos. Especificações de cliente frequentemente estendem para 30 minutos ou uma hora, e isso é requisito contratual legítimo, registrado no procedimento e comprovado pela carta gráfica.

A NR-13 exige carta gráfica e manômetro rastreável?

Não. A NR-13 não menciona manômetro, carta gráfica, registro contínuo nem rastreabilidade metrológica em nenhum item. O que ela exige é genérico: os itens 13.4.3.2 e 13.5.3.2 determinam que instrumentos e controles sejam mantidos calibrados e em boas condições operacionais. Entregamos registro contínuo e certificados rastreáveis porque é o que sustenta o documento em auditoria de cliente e em perícia, não porque a norma obrigue. É diferencial técnico, e dizemos isso abertamente.

Que água pode ser usada no teste?

Em equipamento de aço inoxidável austenítico, o critério amplamente adotado é teor de cloretos abaixo de 50 ppm, e ele vem dos códigos de inspeção pós-construção API 510 e API 570 e do ASME PCC-2, não de norma brasileira. O requisito real é um par: baixo teor de cloretos somado a drenagem e secagem imediatas após o teste. Cloreto em inox causa corrosão sob tensão, e o dano não aparece no dia do ensaio — aparece meses depois.

Existe temperatura mínima para o teste?

O risco é fratura frágil: aço abaixo de certa temperatura perde tenacidade e pode romper de forma súbita, sem deformação prévia. O ASME Seção VIII Divisão 1 orienta manter a temperatura do metal com margem acima da temperatura mínima de projeto durante o teste hidrostático, e no teste pneumático essa margem é requisito, não recomendação. O piso adotado deve estar no procedimento escrito, definido para aquele equipamento.

Quando se usa teste pneumático em vez de hidrostático?

O ASME Seção VIII Divisão 1, no parágrafo UG-100, admite o teste pneumático em duas situações: equipamentos que por projeto ou sustentação não podem ser seguramente cheios de água, e equipamentos que não podem ser secados e cujo serviço não tolera traços do fluido de teste. A pressão é 1,1 vez a PMTA corrigida pela razão de tensões, contra 1,3 do hidrostático, e há exigência de temperatura e de exame não destrutivo prévio.

Por que o teste pneumático é mais perigoso?

Por física, não por burocracia. Água é praticamente incompressível: numa ruptura, a pressão cai quase instantaneamente e a energia liberada é ordens de grandeza menor. Gás é compressível e armazena energia que é liberada de uma vez. O ASME PCC-2 trata disso quantitativamente, com cálculo de energia armazenada, conversão em equivalente de TNT e distâncias seguras que partem de 30 m e sobem para 60 m em faixa superior de energia.

Existe área de exclusão obrigatória durante o teste?

Não há norma brasileira que fixe distância numérica para teste de pressão. A base legal é o item 13.3.5 da NR-13, que obriga o empregador a garantir que os exames e testes sejam executados em condições de segurança para os executantes e demais trabalhadores envolvidos. Como o texto é genérico, o raio precisa vir do procedimento com memória de cálculo — e a referência técnica usada para isso é o ASME PCC-2.

Por que é importante purgar o ar antes de pressurizar?

Porque ar aprisionado transforma parte do teste hidrostático em teste pneumático. Aquele volume de gás comprimido armazena energia, e o ensaio deixa de ter o perfil de risco baixo que justifica usar água. Por isso o enchimento é feito pelo ponto mais baixo, com os respiros dos pontos altos abertos até a água sair livremente, antes de qualquer pressurização. É simples, e é o passo que se pula quando o serviço está atrasado.

Vocês fazem teste hidrostático de cilindro de GNV ou de extintor?

Não. Esse é outro regime jurídico: cilindros transportáveis e extintores são regulados pelo Inmetro, e a requalificação é executada por empresa acreditada ou registrada no Inmetro, com atestado de requalificação. A Mecfield atua no regime da NR-13, em vasos de pressão estacionários, caldeiras e tubulações, com relatório assinado por Profissional Habilitado.

De quanto em quanto tempo se requalifica um cilindro de GNV?

A cada cinco anos, conforme a Portaria Inmetro nº 133/2022 — o primeiro prazo conta da data de fabricação e os seguintes da última requalificação marcada no cilindro. Circula bastante na internet a informação de três anos, e ela está errada. Não executamos esse serviço, mas a informação correta evita que você contrate fora de prazo ou antes da hora.

Quem pode assinar o relatório?

Profissional Habilitado, PH, que é o termo que a NR-13 define no item 13.3.2: quem tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades de projeto de construção, acompanhamento da operação e da manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques. Note que a NR-13 não usa a expressão "profissional legalmente habilitado", que aparece em outras normas. A ART não é exigida pela NR-13: ela decorre da Lei nº 6.496/1977, que sujeita todo serviço de engenharia à Anotação de Responsabilidade Técnica.

Posso alugar a unidade de teste em vez de contratar o serviço?

Pode. A Mecfield aluga a unidade de teste hidrostático com registrador em maleta com carta gráfica, manômetros e torquímetro, todos com certificado de calibração vigente incluso e sem custo extra. A escolha costuma ser simples: se você tem Profissional Habilitado e procedimento próprio, alugar resolve. Se o que você precisa é do documento assinado e defensável em auditoria, contratar o serviço sai mais barato do que refazer.

Mande a foto da placa

A placa de identificação traz PMTA, código de projeto e fabricante — é o que define a pressão de teste e o procedimento. Com ela dizemos se o teste é necessário no seu caso, e a que pressão ele deve ser feito.